terça-feira, 5 de agosto de 2008

O Mar...

O Mar...

Por: Patrícia Borges

Suas águas hipnotizantes
No vai e vem de suas ondas ritmadas.
A perfeita cadência de suas águas
Acariciando a terra à margem
Exercício relaxante aos olhos e aos ouvidos.

Sua versatilidade se expressa nas estações
Vestindo um figurino a cada época.
Ao sol suas águas reluzentes parece criança a sorrir,
Sob nuvens plúmbeas toma ares de melancolia.

Mas ao encontrar-se com a chuva, sua amada, dá-se início
Singular conjunção amorosa de inexplicável beleza para
Os olhos e ouvidos mais sensíveis.
E neste momento compreendemos porque a vida vem da água.

Ao pôr do sol nos presenteia com seu hálito fresco
Despedindo-se de mais um dia nesta epopéia da natureza
Que luta bravamente por manter-se belo e imaculado.

Posseidon curva-se diante de Gaia
Espraiando seu tapete branquíssimo
Como a saudar a mãe generosa.

E os filhos de Gaia num gesto de respeito e admiração
Rendem-se ao magnetismo netuniano
Em silêncio contemplativo
Numa prece inconsciente.


Ah, o Mar! Confidente leal de todas as horas;
Cúmplice incondicional dos planos mais ardis;
Testemunha eminente de glórias e tragédias.
Mas, sem dúvida nenhuma, uma obra prima da criação divina.

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